Universidade Federal de Minas Gerais

Tópicos em genética e evolução

Grupo 2 - Fábio, Luciana, Rodrigo, Simone E.


BIOPROSPECÇÃO

O termo bioprospecção é definido como "o método ou forma de localizar, avaliar e explorar sistemática e legalmente a diversidade de vida existente em determinado local". Essa prática vem sendo amplamente debatida nos últimos tempos por ser uma nova forma de investimento das grandes empresas farmacêuticas e bioquímicas que vêem a biodiversidade existente nos países tropicais, subtende-se justamente a maioria dos países em desenvolvimento, uma grande fonte de lucro.

A prática de bioprospecção pode ser dividida em:

A falta de legislação dentro dessa área leva a debates acerca da forma como essa biodiversidade deve ser explorada, sem levar à extinção dos recursos e/ou prejuízo ao país em que são encontrados, uma vez que empresas do ramo se interessam pela patente daquilo que for descoberto. Há uma discussão sobre o caráter público dos recursos naturais e porque não se pode permitir, portanto, sua privatização.

A bioprospecção divide opiniões: uns consideram como sendo uma grande fonte de divisas para os países ricos em biodiversidade, sob uma regulamentação apropriada, de forma que o país que apresenta os recursos naturais obtenha lucro significativo e tenha a obrigação de manter esses recursos, permanecendo sob domínio público. Outros consideram a bioprospecção um caminho para a extinção de várias espécies vegetais e animais, no caso de uma exploração não regulamentada e não sustentável, bem como o patenteamento de espécies consideradas de interesse para a indústria (tanto farmacológica quanto de outros tipos, como de cosméticos, agrária etc), levando à exclusividade de exploração e perda desse recurso como domínio público.

Um dos grandes problemas da bioprospecção, podendo ser associada à falta de legislação efetiva nesse campo, é a biopirataria. Esse termo se refere à utilização dos sistemas de propriedade intelectual para legitimar a propriedade e o contole exclusivos dos conhecimentos e recursos biológicos sem reconhecimento, recompensa ou proteção das contribuições dos inovadores informais (RAFI - Resenha sobre biopirataria). O Brasil decretou Medida Provisória 2502, como forma de regulamentar a exploração e exportação de recursos naturais que compões a biodiversidade do país, abrangendo os recursos animais, vegetais, microbiológicos e genéticos.

Entretanto essa é uma" industria" que movimenta bilhões de dólares e a exploração de nossos recursos genéticos pode ser comparada com a exploração do ouro na época colonial. Pesquisadores estrangeiros entram no país, fazem coletas de plantas e animais, especialmente àquelas utilizadas pelos indígenas como medicamentos, identificam seu princípio ativo, modificam-no quimicamente, e nos vendem novamente como um remédio de marca com preços absurdos.

A bioprospecção também é importante na descrição de novas espécies principalmente entre microrganismos, onde o conhecimento ainda é limitado, mas também de outros grupos. Ela também pode ser uma fonte de divisas para a manutenção de reservas biológicas.

Alimentos e Biotecnologia Agrícola

Os fazendeiros e criadores de planta trabalharam durante séculos para melhorarem os cultivos que produzem nosso alimento. Métodos de procriação tradicionais incluem a seleção e semeaduras de sementes de plantas com características benéficas, como rendimento mais alto, melhor nutrição e resistência a infecção. Cultivando plantas com estas características vantajosas, criadores de planta combinaram a genética dessas plantas com a melhor qualidade e maior produção dos produtos agrícolas, antes que a ciência genética era compreendida.

As ferramentas de biotecnologia permitem aos produtores, selecionar genes responsáveis por características benéficas e os movem de uma planta para outro. Além disso, a Biotecnologia também remove os obstáculos técnicos para "movimento" de genes entre plantas e outros organismos. Isto abre um mundo de características genéticas para beneficiar produção de alimentos.

Como um exemplo, as plantas, que apresentam inseridos em seu conteúdo genético um determinado gene de uma bactéria comum de solo Bacillus thuringiensis, estão protegidas de danos provocados por insetos. O gene contém informação que a planta usa para produzir uma proteína que é tóxica a lepidópteros, ou insetos semelhantes a vermes. Sendo assim, a planta produz sua própria proteína de Bt que pára os insetos de comer e destruir a planta. As colheitas de Bt são, dessa forma, menos provável de requerer praguicida por fazendeiros para controle de danos por insetos.

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O texto abaixo foi retirado do texto produzido pelo PhD Elvis- Lewis (elvin@biology.wustl.edu)

(Memory Elvin-Lewis, Ph.D. Professor of Microbiology and Ethnobotany Biomedical Science, Adjunct Professor Department of Biology .)

A seleção empírica continua a ser um importante fator em identificar plantas com potencial terapêutico. Por adquirir informação associada com o uso da planta para uma determinada doença e aplicar técnicas epidemiológicas nesses dados, tem sido capaz de mostrar que as plantas amostradas são as mais bioreativas e eficazes. O conceito do foco etnomédico e dental, os quais estão envolvidos nesse laboratório, continua a ser de grande apoio no entendimento dos valores terapêuticos de plantas usadas em práticas médicas e dentais em práticas no mundo inteiro.

Desde que as plantas relatadas estão provavelmente de posse de comuns compostos bioreativos relacionadas com agentes etiológicos conhecidos , aperfeiçoa-se a procura para combinações satisfatórias com potencial farmacêutico aplicando técnicas de amplificação filogenéticas aos esforços de descoberta de droga. A pesquisa vem sendo conduzida nos modos éticos com diretrizes profissionais, leis nacionais e pactos regionais que ditam as práticas de bioprospecção apropriadas.

Em colaboração com o laboratório do Dr Walter Lewis, estudos no meio de tribos amazônicas e outros grupos mestiços que ainda praticam etnomedicina tem sido o objetivo para as próximas duas décadas. Sempre que em vitro e em estudos de vivo foram aplicados avaliar este pharmacopoeias, ficou evidente que preferências continuam identificando plantas ativas farmaceuticamente. Exemplos de usos incluem bebidas estimulantes potencialmente; a prevenção contra queda de dente; remoção de dente; a promoção de parto; o tratamento de infecções de pele, malária, hepatites B e hepatites de delta; e o aumento de descobertas de cicatrizantes de feridas.

Os estudos começam no campo desenvolvendo um inventário de uma farmacopéia, selecionando doenças mais comuns, identificando "remédios’ de plantas, determinando valor terapêutico relativo por clínico e critérios de ensaio que identificam bioreatividade pertinente, e selecionando remédios que são muito apropriado para uso e têm potencial para fitofarmacêutico ou consideração farmacêutica (plantas médicas, fitoquímicos bioreativos e agentes anti-infectivos.



Referências

Elvin-Lewis M; Should we be concerned about herbal remedies in herbal remedies. J Ethnopharmacol 2000.

Elvin-Lewis M; Neem: From ethnodentistry to dental products, a review of its antiodontopathic potential. Proceedings of Conference: NEEM, 1999, 2000.



PARA SABER MAIS...

Listamos alguns links abaixo, onde esse assunto é abordado de forma mais detalhada sob diferentes pontos de vista.