
BRAZIL & VELLARD (1925) foram os primeiros observadores do efeito tóxico do veneno. Demonstraram uma ação neurotóxica para o veneno.
BARRIO (1955) Demonstrou o efeito do veneno sobre o músculo esquelético e junção neuromuscular de camundongo. Descreve a separação do veneno em duas frações principais.
DINIZ (1963) Mostrou a existência de serotonina e histamina no veneno da aranha Phoneutria nigriventer. Verificou a atividade tóxica do veneno devido à substâncias de natureza polipeptídica que contraiam o músculo liso de cobaia.
SCHENBERG & PEREIRA LIMA (1971) Encontraram aproximadamente 13 substâncias farmacologicamente ativas e de natureza proteica.
ENTWISTLE et al. (1982) Isolou um peptídeo que foi testado sobre a preparação neuromuscular de fêmur de gafanhoto, sendo capaz de induzir potenciais de ação ao longo do axônio do nervo crural, resultando em contrações incontroláveis do músculo esquelético.
FONTANA & VITAL-BRAZIL (1985) Investigaram o efeito do veneno da Phoneutria nigriventer na preparação nervo-diafragmática de rato, concluindo que o veneno possuía atividade sobre a ativação dos canais de sódio dependentes de voltagem, no músculo e no nervo.
CRUZ-HOFLING et al. (1985) Através de estudos fisiológicos e morfológicos, observaram que o aumento de volume da região axoplasmática do nervo periférico de camundongo, obtido após a exposição ao veneno, era devido ao influxo de sódio e conseqüente aumento do gradiente osmótico.
VITAL-BRAZIL et al. (1988) Com o estudo da ação do veneno em aurícolas isoladas de cobaia, mostraram que o inotropismo e cronotropismo negativo, era abolido pela tetrodotoxina. Estes efeitos cronotrópico e inotrópicos do veneno foram produzidos através da liberação de acetilcolina e noradrenalina pelas terminações nervosas autonômicas e esta liberação era devida a ação do veneno nos canais de sódio.
DINIZ et.al. (1990), purificaram e determinaram a seqüência primária da toxina Tx1 que consiste de uma única cadeia de aminoácidos com alta proporção de cisteína.
REZENDE Jr. et.al. (1991), foram os primeiros a tentarem uma purificação sistemática deste veneno, isolando três frações tóxicas e um peptídeo ativo em músculo liso. Foram denominadas PhTx1, PhTx2 e PhTx3.
CORDEIRO et.al (1992) purificaram nove polipeptídeos e sequenciaram quatro isoformas presentes na fração tóxica PhTx2 do veneno da aranha armadeira, que foram denominados de Tx 2-1, Tx 2-5, Tx 2-6 e Tx 2-9. CORDEIRO et. al (1993) purificaram seis polipeptídios neurotóxicos (Tx3-1 a Tx3-6) do veneno da mesma aranha.
ARAÚJO et al. (1993) Através do uso da técnica do "loose patch clamp" mostraram que a fração tóxica PhTx2 retarda a inativação da corrente dos canais de sódio em músculo esquelético de rã.
DINIZ et al. (1993) Através de técnicas de biologia molecular, obteve o cDNA da toxina Tx1. Observou o processo de biossíntese da toxina ativa. E pela comparação com seqüências de aminoácidos, verificou um certo grau de homologia com as toxinas w-agatoxina IA e IB da aranha Agelenopsis aperta; tais dados sugeram que da mesma forma que as w-agatoxinas IA e IB, a Tx1 possa estar envolvida com mecanismos de canais de cálcio neuronais.
MARAGONI et. al (1993) isolaram e purificaram um polipeptídeo do veneno, denominado PNV1, com atividade espástica sobre o músculo liso vascular de coelho. BENTO et. al. (1993) isolaram e purificaram outro polipeptídeo: PNV2 que também possui atividade sobre músculo liso. Estes pesquisadores acreditam que este polipeptídeo seja o responsável pelas alterações vasculares presentes no envenenamento pala aranha Phoneutria nigriventer, como o edema pulmonar e priapismo.