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Universidade
Federal de Minas Gerais - UFMG
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"Estrutura, regulação e _______".
Auxilio .
Stryer
Neste projeto o objetivo central é
entender a ação do Ca2+ na estrutura, regulação
e função da BM V. Em conjunto com a Dr.
Martha Sorenson e o Dr. R. Larson estamos investigando o papel deste
íon na regulação da interação entre
a CaM e a BM V. Dados obtidos com espectroscopia de fluorescência
monitorada pelos triptofanos intrinsecos da BM V mostraram um decaimento
no centro de massa, sem desvio do espectro. Estes resultados sugerem que
a ligação do Ca2+ não modifica o ambiente
em redor dos triptofanos responsáveis pela emissão. Este
efeito (K0.5 0,038 µM) é progressivo até
» 100 µM e mantido até concentrações maiores
de Ca2+ (15-20 µM) (Carvalho et al., 1995, 1996). Experiências
com gel filtração em cromatografia líquida de alta
resolução demostraram a dissociação de CaM
da molécula de BM V nas mesmas condições. Os dados
demonstram que concentrações sub-micromolares de Ca2+
estimulam a dissociação da CaM da molécula da cadeia
pesada da BM V (Cameron et al., 1996,1997). Por outro lado resultados obtidos
em experimentos de co-sedimentação (aonde a actina é
utilizada para ligar a BM V em condições de rigor e precipitar)
mostram que aumento da concentração de Ca2+ de
0 até 1 µM provocam a reassociação da CaM a
cadeia pesada (Cameron et al., 1996b,1997).
Este conjunto de dados nos leva a pensar
que a CaM se encontra dissociada da BM V em concentrações
de Ca2+ no estado de repouso e que quando a BM V se encontra
associada a actina, a entrada do Ca2+ na célula provoca
a reassociação da CaM a BM V. Estes resultados conferem uma
pista importante sobre o funcionamento da BM V in vivo (Cameron et al.,
1997).
Demonstramos que o Ca2+ provoca
a dissociação da CaM da cadeia pesada da BM V. Na presença
de actina, entretanto, a CaM se associa à cadeia pesada. Estes dados
mostram que a regulação da BM V é mediada pelo menos
por uma tríade de fatores e que a proteína é regulada
de forma diferente em em presença ou ausência de actina (Cameron
et al 1996, 1997).
Atualmente somos capazes de purificar a
BM-V em pintos, com rendimento 5 a 10 vezes maior do que o descrito por
Cheney (1993). Estamos iniciando uma nova abordagem experimental para a
medição da estequiometria entre as CaM e a cadeia pesada
da BM V.
Ver: Cameron, L. C., Carvalho,
R. N., de Araújo J. R. V., Martins-Teixeira F., Santos, A. C., Tauhata,
S., Larson, R. E. & Sorenson, M. (1998) “Fluorescence quenching and
calmodulin dissociation induced by calcium in brain myosin V”. Archives
of Biochemistry and Biophysics, 354#2
Um dos dogmas centrais da neuroquímica
é que a síntese de proteínas se dá exclusivamente
no soma neuronal. Estudos efetuados pelo grupo dos Dr.
Jose Sotelo e Dr Juan Benech
(Benech et al., 1982; Benech et al.1994) e de outros grupos (Cutillo et
al., 1983; Chun et al., 1995) tem demonstrado que a síntese de proteínas
pode ocorrer tambem a nível do axônio. Nosso interesse é
verificar se a BM V é sintetizada localmente no axônio e como
esta síntese é regulada por Ca2+ já que
estudos anteriores demonstraram que a síntese de proteína
é modificada pela entrada do Ca2+ na célula (Benech
et al.1994).
O desenho experimental usa uma técnica
de oferta de aminoácido marcado ao nervo ciático e análise
por SDS-PAGE e posterior autoradiografia para identificação
de proteínas sintetizadas localmente. O tempo de exposição
(1 hora) é adequado para que não seja possível a influência
dos sistemas de transporte rápidos, o que mascararia os resultados.
Dados preliminares, obtidos pelo estudante
de mestrado Aldo Calliari, mostraram
que a BM V esta presente no axoplasma de nervo ciático. Esta é
a primeira vez que é descrita aa presença de BM V em sistema
nervoso periférico. As primeiras expêriencias utilizando SDS-PAGE
e Western Blot como verificadores, indicam que a BM V é sintetizada
localmente.
Estes dados apontam para uma dois alvos:
o primeiro é o de usar a BM V como sonda para o estudo da síntese
local e o segundo é entender como e porque uma proteína de
transporte de alto peso molecular deve e precisa ser sintetizada a nível
local.
O entendimento destes processos podem estabelecer
bases moleculares para o entendimento da função da BM V no
papel de carreador de melanócitos e de vesículas sinápticas.
A compreensão da utilização de aminoácidos
a nível local pode ser de valia para aprendermos sobre processos
de síntese de proteínas. Este conhecimento poderá
auxiliar, no futuro, o tratamento de pacientes com síndromes convulsivas
e doenças degenerativas.
A fosforilação é um
importante mecanismo para a regulação de proteínas,
pois um mesmo sinal pode provocar a ativação ou inibição
de proteínas diferentes. Várias ATPases mantém intermediários
fosforilados ou são reguladas por fosforilação. A
BM V é fosforilada pela CaM K II. O processo de fosforilação
é dependente de Ca2+, CaM e ATP. A fosforilação
ocorre na estrutura de "coiled-coil" da BM V, o que pode significar que
seja um sistema de regulação para a ligação
da proteína ao seu alvo (Coelho e Larson, 1993). Embora não
se conheça o mecanismo definitivo, Prekeris e cols. (1996) postularam
que a ligação da BM V a vésicula sináptica
seja dependente de Ca2+ e fosforilação.
Em colaboração com o Dr.
Foued Espindola e o Dr. M. Coelho, que foi o primeiro a descrever os
efeitos da fosforilação e da hidrólise mediada por
calpaína na BM V, pretendemos verificar o efeito da fosforilação
na BM V.
A fosforilação é um
sinal em processos de stress metabólico. Conhecer sobre a fosforilação
na BM V nos possibilitará saber se esta proteína esta envolvida
em algum tipo de resposta durante processos de resposta metabólica
durante processos de jejum, trauma e sepse.
Utilizaremos técnicas de espectroscopia
de fluorescência para medir modificações conformacionais
na molécula da BM V induzidas por fosforilação. Estas
mudanças serão acompanhadas pela análise das propriedades
de ligação da CaM a BM V e de possíveis mudanças
de afinidade por Ca2+. A afinidade e a ligação
da BM V a actina, assim como a modulação da atividade ATPásica
da BM V possibilitaram o entendimento do sistema como um todo. Estas informações
reunidas tornaram factível o conhecimento da regulação
da função da cauda da BM V.
Os danos do stress oxidativo tem seus efeitos
estudados em diversos sistemas biológicos (Hermes-Lima e Storey,
1996). Alterações na estrutura e função das
miosinas tem sido descritas em diversos modelos experimentais para estudos
de efeitos de oxidação. Diversos efeitos tem sido apontadas
como causadores de dano oxidativo, entre eles as doenças degenerativas,
o stress metabólico, injúrias ambientais e acidentes vasculares
que provocam a deficiência de aporte energético na célula.
Nosso interesse principal reside nas possibilidades
de danos oxidativo causados por acidentes vasculares encefálicos
(AVE). Os AVE são a principal causa de dano neural nas sociedades
ocidentais com incidência crescente principalmente em grandes centros
urbanos. A ideia inicial reside em testar as atividades ATPásicas
das duas proteínas, suas afinidades por substrato e actina, suas
capacidades de conferir motilidade em ensaios de filamentos deslizantes
para entender como o stress oxidativo pode afetar a maquinaria de transporte
intra-neuronal.
Em conjunto com o Dr.
Marcelo Hermes Lima do Grupo de
Pesquisas em Radicais de Oxigênio e a Srta. Flávia Meneses,
estamos iniciando estudos de efeitos de radicais livres em miosinas II
e V encefálicas. Para isto estamos otimizando procedimentos de purificação
de miosina II que possam ser compatíveis com a purificação
já estabelecida de BM V.
Os mecanismos pelos quais a apoptose (morte
celular programada) acontecem são desconhecidos e seu papel na neurogênese
somente recentemente vem sendo estabelecido (Pinón LG; Linden R,
1996). Em conjunto com o Dr.
Rafael Linden, a doutoranda Luciana
Chiarini e Leandro T. Oliveira
estamos estudando o perfil de distribuição da BM V durante
o desenvolvimento da retina de ratos (Rehen et al., 1996). Nosso objetivo
é avaliar a importância da BM V durante o desenvolvimento
da retina e como a BM V estaria envolvida em processos apoptóticos.
Usando técnicas de imunohistoquímica e Western blot em células
retinais normais vimos, preliminarmente, um perfil de distribuição
diferenciado em retina.
Este modelo poderá elucidar diversos
mecanismos da neurogênese normal e estabelecer paralelos com a morte
celular causada por calpaína. Assim como o uso de inibidores de
protease para o tratamento de lesões induzidas por isquemia, similar
ao já conhecido para fodrina (Wang e Yuen, 1994)
Numa colaboração recentemente
iniciada entre o Laboratório de Bioquímica de Proteínas,
a Unidade de
Nutrição Clínica e o Laboratório
de Biofísica Química de Proteínas do Dr.
Sergio Ferreira, estamos iniciando a investigação dos
mecanismos de ação de proteínas no tratamento da diarréia.
Participam neste projeto as alunas de pós-graduação
Daniela Vuvovix e Ana Cristina
Em conjunto com a Dr.
Carmen Lucia Antão Paiva, Andre
Grossi e Roberto Mello estamos
estabelecendo técnicas de imobilização de proteínas
em suportes amínicos para a purificação de BM V.
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